Ronilço Guerreiro vota contra, mas Taxa do Lixo em Campo Grande é mantida

O vereador Ronilço Guerreiro votou contra o veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar que suspendia os efeitos do decreto responsável pelo aumento da Taxa do Lixo em Campo Grande para 2026. Apesar de a maioria dos parlamentares ter se posicionado pela derrubada (14 votos a 8), o veto acabou mantido por não alcançar o número mínimo de 15 votos necessários — resultado que, segundo Guerreiro, ignora o sentimento da população, surpreendida com reajustes sem diálogo prévio.

Para Ronilço, a votação não reflete apenas um posicionamento político, mas um sentimento coletivo que ele afirma ouvir diariamente nas ruas. “Estou tranquilo com o meu voto, porque esse voto não é meu, é coletivo, é de toda a cidade. Faltou diálogo do Executivo para debater algo que fosse bom para Campo Grande. Eu vou para as ruas diariamente, estou nas feiras, e as pessoas me cobram, querem solução, querem zeladoria numa cidade cheia de buracos e problemas, falta estrutura na saúde”, disse o vereador ao justificar seu posicionamento.

Segundo Guerreiro, a insatisfação popular se intensificou porque muitos contribuintes foram surpreendidos pelos novos valores, sem aviso prévio ou debate público, além do fim do desconto de 20% para pagamento à vista. Ele reforçou que sua posição não representa oposição à Prefeitura, mas um posicionamento pontual em defesa da população.

“Meu voto não é contra a Prefeitura. É uma questão direta com as pessoas, que receberam conta com aumento sem previsibilidade. A população precisa ser ouvida antes de decisões que impactam o bolso de todo mundo”, completou.

Para Ronilço Guerreiro, o fato de a maioria dos vereadores ter votado contra a decisão do Executivo evidencia a necessidade de mais diálogo entre Prefeitura, Câmara e população. “Apesar da manutenção do veto, por muito pouco não caiu a decisão da prefeita. Isso mostra que decisões desse porte precisam ser construídas de forma coletiva, debatidas com a Câmara, considerando a realidade das famílias e as demandas urgentes da cidade”, concluiu.