Ronilço Guerreiro propõe implantação do Centro-Dia para Idosos no lugar do Centro POP no Bairro Amambaí

A instalação do Centro POP no antigo prédio da Secretaria de Assistência Social, no Bairro Amambaí, foi discutida em audiência pública realizada nesta sexta-feira (21), na Câmara Municipal de Campo Grande. O vereador Ronilço Guerreiro participou do debate e defendeu alternativas que mantenham o atendimento à população em situação de rua, mas também considerem as preocupações de moradores, comerciantes e da comunidade escolar.

Ronilço sugeriu a criação de um Centro POP móvel, com atendimento itinerante e manutenção das políticas de acolhimento, orientação e encaminhamento. Para o vereador, a discussão não deve colocar população em situação de rua e moradores do bairro em lados opostos. “O lugar ficou lindo, mas o problema é com o externo, principalmente após as 18 horas. Precisamos pensar no atendimento, mas também no que acontece depois que o serviço fecha. Podemos buscar alternativas e fazer esse atendimento chegar onde existe demanda”, afirmou.

O parlamentar também propôs que o prédio seja avaliado para receber o Centro-Dia da Pessoa Idosa, projeto que vem defendendo e que prevê acolhimento durante o dia para idosos que precisam de acompanhamento enquanto os familiares trabalham, com retorno para casa ao final do período. “Temos uma demanda muito grande dos idosos e das famílias. O Centro-Dia pode ser uma solução importante para quem precisa trabalhar e não tem onde deixar seu pai ou sua mãe durante o dia”, disse.

A audiência reuniu moradores e comerciantes contrários à instalação do Centro POP ao lado da Escola Municipal José Rodrigues Benfica. A comunidade relatou preocupações com segurança e afirmou que não foi consultada antes da definição do novo endereço. Representantes da Polícia Civil, Guarda Civil Metropolitana, Ministério Público e Assistência Social também participaram do debate e apresentaram diferentes pontos sobre o funcionamento do equipamento e os desafios da região.

Para Ronilço, o encontro mostrou a importância de ouvir todos os envolvidos antes da decisão final. “Precisamos ouvir a comunidade, a escola, a assistência social e a segurança. Não podemos deixar quem está em situação de rua sem atendimento, mas também precisamos garantir tranquilidade para quem mora e trabalha no Amambaí. O caminho é dialogar e encontrar uma solução que funcione para todos”, concluiu.