Durante audiência pública de prestação de contas do Executivo Municipal realizada hoje na Câmara Municipal, o vereador Ronilço Guerreiro voltou a cobrar melhorias nos serviços básicos da cidade e questionou a efetividade da aplicação dos recursos públicos. O vereador destacou problemas recorrentes relatados pela população, como falta de zeladoria, buracos nas ruas, demora no atendimento nos postos de saúde e ausência de medicamentos.
A audiência apresentou os dados fiscais do primeiro quadrimestre de 2026. Segundo informações da Secretaria Municipal de Fazenda, a receita do município cresceu 4,32% nos quatro primeiros meses do ano, passando de R$ 1,23 bilhão em 2025 para R$ 1,28 bilhão neste ano. Apesar do aumento na arrecadação, Ronilço afirmou que a percepção da população é de piora nos serviços públicos.
“Concordo que receitas e despesas aumentaram, mas o brilho no olhar das pessoas diminuiu. As pessoas estão tristes porque o buraco não é tampado, porque não tem remédios. Estão tristes porque buscam atendimento e a fila continua enorme nos postos de saúde. Precisamos cuidar da cidade com zeladoria, a cidade está triste”, afirmou o vereador durante a audiência.
Ronilço também reforçou que pretende intensificar a fiscalização sobre a aplicação do orçamento municipal e cobrar resultados concretos dos investimentos anunciados pela prefeitura. “Cadê na ponta o atendimento no posto de saúde? Aumentaram as despesas, mas cadê o tapa-buraco, cadê a zeladoria? Fica meu apelo à efetividade do orçamento”, disse.
O vereador ainda chamou atenção para a necessidade de ampliar os recursos destinados à cultura em Campo Grande. Segundo ele, o setor precisa de mais investimentos, principalmente em editais e fomento, para garantir continuidade de projetos e acesso da população às atividades culturais nos bairros.
Os números apresentados pelo secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araújo, mostraram que a arrecadação do IPTU somou R$ 367,1 milhões no primeiro quadrimestre deste ano, enquanto o ISS alcançou R$ 239,1 milhões. Já os gastos com pessoal seguem acima do limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, com comprometimento de 53,9% da Receita Corrente Líquida.