Ronilço Guerreiro apresenta projeto de lei para criação de “ecopontões” nas sete regiões de Campo Grande

O vereador Ronilço Guerreiro apresentou um projeto de lei que propõe a criação de uma política municipal para implantação de ecopontões em Campo Grande, com o objetivo de ampliar alternativas para o descarte correto de resíduos e reduzir problemas ambientais e de saúde pública na cidade. A proposta foi protocolada na Câmara Municipal e deverá passar pelas comissões antes de ser votada em plenário.

De acordo com o texto, os ecopontões serão espaços públicos, gratuitos e estruturados para receber materiais como recicláveis, entulhos de pequenas obras, móveis inutilizados e resíduos de poda. A iniciativa busca enfrentar o descarte irregular em terrenos baldios, vias públicas e áreas de preservação, situação recorrente em diferentes regiões da Capital.

Ao justificar o projeto, Guerreiro afirma que a medida é necessária diante do impacto causado pelo acúmulo de resíduos em locais inadequados. “Os Ecopontos que temos hoje não atende as pessoas da forma adequada, pois além de serem poucos, é limitado a quantidade de resíduos. Além disso, precisamos enfrentar o descarte irregular com soluções acessíveis para a população”, afirmou o vereador.

O projeto prevê a instalação de pelo menos um ecopontão em cada uma das sete regiões urbanas de Campo Grande: Centro, Segredo, Prosa, Bandeira, Anhanduizinho, Lagoa e Imbirussu. A definição dos locais deverá priorizar áreas públicas de fácil acesso e, sempre que possível, integradas a projetos de revitalização urbana.

A proposta também estabelece regras sobre os materiais que poderão ser descartados, proibindo, por exemplo, resíduos orgânicos, industriais, hospitalares ou perigosos. Além disso, abre possibilidade para parcerias com cooperativas de reciclagem, com foco na geração de renda e no fortalecimento da economia circular.

Outro ponto abordado é a realização de campanhas de educação ambiental para orientar a população sobre o uso correto dos ecopontões e incentivar práticas sustentáveis. O texto ainda prevê penalidades para quem descartar materiais de forma irregular ou fora das regras estabelecidas.