Quem frequenta as feiras livres de Campo Grande já deve ter encontrado o vereador Ronilço Guerreiro entre barracas, livros e conversas com feirantes e moradores. No Dia do Feirante, celebrado nesta terça-feira (25), Guerreiro reforça uma atuação que ganhou um apelido nas ruas: “vereador feirante”. Para ele, mais do que um título, a expressão representa a proximidade com quem trabalha nesses espaços e a defesa de melhores condições para os trabalhadores.
Além das visitas constantes quase que diariamente, a presença nas feiras também acontece por meio da Freguesia do Livro, projeto que leva livros gratuitamente aos frequentadores e transforma os espaços de comércio em pontos de acesso à leitura. “Eu tenho muito orgulho de ser chamado de vereador feirante. Estou nas feiras, converso com os trabalhadores, escuto as dificuldades e vejo de perto o que precisa melhorar. A feira é empreendedorismo, mas também é cultura, encontro e parte da história dos nossos bairros”, afirma Ronilço.
Uma das principais frentes de cobrança do vereador é a melhoria da estrutura. Entre as demandas estão banheiros, iluminação e segurança. Ronilço conseguiu emenda parlamentar para levar banheiros de melhor qualidade nas feiras, uma medida que, segundo ele, atende uma necessidade básica de quem passa horas trabalhando nesses locais. “Não podemos falar em dignidade para o feirante sem garantir o mínimo de estrutura. Quem trabalha durante horas precisa ter um banheiro adequado, um espaço organizado e condições para exercer seu trabalho”, disse.
A defesa das feiras também ganhou respaldo legal com a Lei nº 7.481, de autoria de Ronilço e sancionada pela Prefeitura, que reconhece 12 feiras livres tradicionais de Campo Grande como patrimônio cultural e imaterial. A legislação protege os locais onde elas funcionam e estabelece que eventuais mudanças de endereço precisam ser justificadas tecnicamente e passar por consulta à comunidade.
Para o vereador, preservar as feiras significa também preservar a relação construída entre trabalhadores e moradores ao longo dos anos. “Quando a gente protege uma feira, está protegendo uma história. São trabalhadores que construíram sua vida ali, famílias que fazem suas compras naquele lugar e comunidades que têm a feira como ponto de encontro. A lei foi uma conquista, mas a nossa luta continua para garantir estrutura e respeito aos feirantes”, afirma.
Ronilço destaca que a atuação junto às feiras seguirá envolvendo tanto a defesa dos trabalhadores quanto iniciativas de cultura e leitura. “Sempre dizem que político adora uma feira em época de campanha, mas eu adoro o ano todo, faço questão de visitar todas. Quero continuar levando livros, mas também quero continuar cobrando aquilo que o feirante precisa. A feira precisa ser um espaço de comércio, cultura, convivência e dignidade. É isso que estamos buscando”, conclui.