Depois de anos de reclamações, cobranças e até buzinaço organizado para chamar atenção para o problema, a mudança na rotatória das avenidas Tamandaré e Euler de Azevedo, está mais perto de sair do papel. A Prefeitura homologou a licitação para o reordenamento viário do local, uma demanda antiga de moradores e motoristas que há anos convivem com congestionamentos e acidentes na região.
A empresa responsável pela execução foi definida após processo licitatório conduzido pela Agetran. O projeto prevê o reordenamento do trânsito no cruzamento e no entorno da rotatória, incluindo a implantação de semáforos. A próxima etapa será a formalização do contrato e a emissão da ordem de serviço para que os trabalhos possam começar.
Para o vereador Ronilço Guerreiro, responsável pela articulação entre Governo e Prefeitura que garantiu os recursos para obra, a homologação representa um avanço importante para quem utiliza diariamente aquela região. “Eu fico feliz porque é uma luta antiga. A gente ouviu os moradores, esteve no local, fez buzinaço, cobrou os órgãos responsáveis e não deixou esse assunto morrer. Agora estamos chegando perto de ver a obra acontecer de verdade”, afirmou.
A mobilização do vereador começou com as reclamações de quem passava diariamente pela rotatória. Em uma das ações, Ronilço reuniu moradores e motoristas para um buzinaço no local, chamando atenção para os problemas de trânsito. Depois, buscou aproximar Prefeitura, Governo do Estado, por meio da Agetran e Detran-MS para encontrar uma solução conjunta.
“Eu sempre falei que não adianta um órgão jogar a responsabilidade para o outro. Precisávamos sentar na mesma mesa e encontrar uma solução. Foi isso que tentamos fazer. Colocamos Agetran e Detran para conversar, um valor foi apresentado e aprovado, e fomos construindo esse caminho. Demorou, mas saiu, pelo menos a parte da licitação”, explicou o vereador.
A região é um dos principais acessos à parte norte da Capital e recebe diariamente grande fluxo de veículos, incluindo pessoas que seguem para a UCDB, UEMS, Detran-MS e bairros como Seminário, Coophasul, Santa Luzia, José Abrão e Vila Nasser.
Ronilço lembra que, durante esse período, a comunidade continuou cobrando uma solução. “Quem sofre com o problema é quem está ali todos os dias. É o trabalhador que precisa passar, o estudante, quem leva o filho para a escola, quem vai para o trabalho. A população já estava cansada de esperar e tinha razão para cobrar”, disse.
A primeira tentativa de contratação da obra terminou sem empresas interessadas, mas uma nova licitação foi realizada e agora teve o resultado homologado. Para Guerreiro, o importante é que a discussão finalmente tenha avançado para uma etapa concreta.
“Agora não podemos parar. A licitação foi homologada, então vamos continuar acompanhando para que o contrato seja feito, a ordem de serviço seja emitida e a obra comece. A população já esperou demais”, afirmou.
Segundo o vereador, a história da rotatória mostra também a importância de ouvir quem vive os problemas da cidade. “Às vezes, uma pessoa que mora no bairro conhece o problema melhor do que qualquer projeto no papel. Foi ouvindo essas pessoas que começamos essa cobrança. A comunidade mostrou o problema e nós fomos atrás de buscar uma solução”, concluiu.