Entrevista: Vereador Ronilço Guerreiro faz balanço de 2025 e projeta novo ano

Ao final do primeiro ano de seu segundo mandato como vereador, Ronilço Guerreiro faz um balanço das principais ações desenvolvidas em 2025. O parlamentar destaca iniciativas voltadas à educação, leitura, mobilidade urbana, saúde, cultura e fiscalização dos serviços públicos, além de projetos estruturantes que seguem em andamento na Capital.

Como você avalia o ano de 2025 em seu segundo mandato na Câmara Municipal de Campo Grande?

Sou muito grato pelo ano de 2025. Não fugimos das nossas bandeiras e mantivemos um trabalho muito próximo da população, com foco em educação, cultura, mobilidade, saúde e inclusão social. Sou um vereador de rua, presente nas comunidades, e sinto que nosso mandato está entre os mais bem avaliados da cidade. Isso nos motiva a continuar ouvindo e respondendo às demandas. Sempre digo que não prometemos nada além de muito trabalho e é isso que estamos fazendo.

Quais projetos de lei de sua autoria tiveram destaque ou avançaram neste ano?

Tivemos avanços importantes. Um deles foi o projeto que reconhece 12 feiras livres da Capital como patrimônio cultural, valorizando tradições e fortalecendo a economia local. Também avançamos em iniciativas ligadas à leitura e à cultura, além de projetos voltados à inovação, como o reconhecimento de Campo Grande como Polo de Blockchain e Economia Digital. Também assinei muitos projetos em conjunto com outros vereadores, porque quando a proposta é boa para a população, faço questão de ajudar a tirar do papel.

Você tem atuado fortemente na área da saúde. Como está o debate sobre os sensores de glicose e outras pautas da área?

Atuo em todas as áreas que impactam diretamente a vida das pessoas, e a saúde é uma delas. Além da fiscalização constante das unidades de saúde, seguimos lutando pelo novo prédio da USF São Benedito e pela instalação de ar-condicionado na UPA Coronel Antonino. Iniciamos também um debate importante sobre a distribuição de sensores digitais de glicose para pessoas com diabetes. Esse é um avanço enorme no acompanhamento clínico e na autonomia dos pacientes. O tema ganhou apoio na Câmara e em audiências públicas. Conseguimos mais de R$ 500 mil, junto aos vereadores, para iniciar um projeto piloto, além da parceria com o deputado Paulo Corrêa, ampliando essa discussão para o Estado.

Qual é o seu posicionamento em relação ao transporte coletivo em Campo Grande?

Defendo alternativas que fortaleçam o transporte coletivo. Uma cidade com quase 1 milhão de habitantes não pode ser refém de um único sistema ineficiente. A greve recente escancarou problemas antigos e mostrou a necessidade de soluções estruturais. Precisamos de gestão eficiente, diálogo com usuários, motoristas, sindicato e consórcio. É urgente buscar alternativas.

Você é autor da lei que garante transporte gratuito no dia do ENEM. Qual o impacto dessa medida?

Essa lei foi criada ainda no meu primeiro mandato e é uma conquista concreta para milhares de jovens. Ela garante que nenhum estudante deixe de fazer o ENEM por falta de transporte. Ainda precisamos avançar em pontos como a antecipação do cadastro dos usuários, mas seguimos atentos para ampliar e aprimorar políticas que garantam acesso à educação.

E sobre o transporte adaptado para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida?

Essa é uma lei extremamente importante, que incentiva o Executivo a disponibilizar transporte gratuito e adaptado para pessoas com deficiência. Não consigo entender por que ainda não saiu do papel, até porque não é por falta de recursos, há verba para isso. Inclusão não pode ser discurso, tem que ser prática. Seguimos cobrando a execução dessa política.

Como o mandato tem atuado em questões urbanas, como iluminação pública e mobilidade nos bairros?

Estamos acompanhando de perto várias demandas. Um exemplo é a melhoria da iluminação na Rua Corguinho e a instalação de semáforo no cruzamento das ruas Canaã com Seminário, que ocorreu após nossa cobrança. Também solicitamos estudos para a semaforização da Arthur Jorge com a Rachid Neder. Me preocupa muito a situação da Rachid Neder com a Ernesto Geisel. Em 2025, a cada chuva, a população vivia um novo medo. Precisamos de uma solução urgente para aquele trecho.

Diante dos desafios da mobilidade urbana, o que você considera mais urgente?

Precisamos de um plano estruturado de mobilidade urbana, com diálogo entre Prefeitura, Judiciário, sindicato e consórcio. É necessário melhorar os serviços, repensar rotas, investir em infraestrutura e ter uma política clara de transporte público. Por que não pensar em alternativas como o VLT?
Além disso, as vias precisam de melhorias. Um exemplo é a rotatória da Tamandaré com a Euler de Azevedo. Conseguimos uma parceria entre Governo e Prefeitura para viabilizar o projeto de reordenamento e semaforização. O termo foi assinado em agosto, o recurso está garantido, mas ainda não temos a empresa contratada. Se o dinheiro está na conta, a execução precisa ser ágil.

Você também tem atuado na qualificação profissional. Como avalia o impacto do Quintal Cultural e do programa Pronto para o Trabalho?

Essas ações me orgulham muito. O Quintal Cultural, inaugurado este ano, é um sonho antigo e hoje oferece cursos em áreas como culinária, logística, informática, entre outras, para os moradores da região do Seminário. Isso mostra que política pública bem feita transforma vidas.
Também tivemos a parceria do programa Pronto para o Trabalho, criado pela Câmara Municipal em conjunto com o Senai. São dezenas de cursos gratuitos, voltados à qualificação profissional e à economia criativa, que já estão colocando pessoas no mercado. Não é só capacitação, é oportunidade real de renda, dignidade e inclusão social.

Quais são as expectativas para a segunda etapa da Praça dos Livros?

A primeira etapa, voltada ao esporte, foi um grande sucesso e deu nova vida à região, com quadras de futsal, vôlei e basquete. A população ocupou o espaço, o que mostra o potencial do projeto.
Para a segunda etapa, que prevê a implantação da primeira biblioteca a céu aberto do Estado, já temos a garantia do Governo do Estado. Agora seguimos acompanhando os trâmites para que a obra saia do papel. A Praça dos Livros vai além da infraestrutura: promove leitura, cultura, esporte e convivência comunitária.

Em que estágio está o projeto da rotatória da Avenida Euler de Azevedo com a Tamandaré?

É um ponto crítico da cidade e uma cobrança antiga do nosso mandato. O recurso já está garantido, o projeto está pronto e o termo foi assinado. Agora, dependemos da Prefeitura para licitar e contratar a empresa responsável pela obra. Não é aceitável que uma intervenção tão importante para a segurança viária fique travada por burocracia.

Qual a mensagem final para a população ao encerrar 2025?

Acredito que política se faz com diálogo e presença. Estamos nas comunidades, escolas, terminais de ônibus, ouvindo as pessoas. Seguimos transformando demandas em soluções reais. Mesmo em recesso, nossa fiscalização continua, porque a população precisa de representantes o ano inteiro.
Em 2026, seguirei lutando pelas pessoas e pelos nossos projetos, com o gabinete sempre aberto para sugestões, demandas e novas ideias. Saúde, educação, cultura, segurança e mobilidade não são privilégios, são direitos.