A ampliação da rede de atendimento à população idosa e a criação de políticas permanentes para pessoas em situação de vulnerabilidade foram cobradas pelo vereador Ronilço Guerreiro durante reunião com a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento de Oliveira, nesta quinta-feira (13). O encontro ocorreu na Câmara Municipal, onde a secretária e a adjunta da pasta, Inês Mongenot, apresentaram aos vereadores o relatório de dados do segundo trimestre da Assistência Social.
Entre as principais cobranças feitas por Ronilço esteve a implantação do Centro-Dia para Idosos em Campo Grande. A proposta já foi discutida em audiência pública na Câmara e prevê um espaço para acolhimento e cuidados durante o dia, permitindo que idosos que necessitam de acompanhamento permaneçam no local enquanto os familiares trabalham e retornem para casa ao fim do período.
Ronilço lembrou que a implantação do Centro-Dia foi apresentada durante a campanha eleitoral como uma proposta para a população e cobrou que a iniciativa seja efetivamente colocada em prática. “Nós precisamos tirar o Centro-Dia do papel. Essa foi uma proposta apresentada para a população e Campo Grande precisa avançar nessa política. Temos uma população idosa que está crescendo e famílias que precisam trabalhar, mas muitas vezes não têm onde deixar seus pais ou avós durante o dia com segurança e acompanhamento”, afirmou.
Durante a reunião, também foi discutida a necessidade de ampliar o número de vagas para acolhimento permanente de idosos que não possuem condições de permanecer com suas famílias ou não têm onde morar. Atualmente, Campo Grande conta com três unidades, que juntas oferecem 225 vagas. Todas estão ocupadas e existe uma fila de aproximadamente 60 pessoas aguardando atendimento.
Para Ronilço, os números mostram que a estrutura existente já não é suficiente para atender à demanda. “Precisamos ter um olhar especial para essas pessoas. Não podemos aceitar que um idoso que precisa de acolhimento fique esperando por uma vaga porque não temos estrutura suficiente. É preciso ampliar as vagas e pensar em novas unidades, para que essas pessoas tenham um lugar digno para morar e receber os cuidados necessários”, disse.
O vereador também levou para a reunião a situação das pessoas em situação de rua. Segundo ele, Campo Grande precisa avançar na construção de uma política pública permanente que reúna acolhimento, atendimento social, saúde e encaminhamento para oportunidades de autonomia e reinserção social.
“Precisamos de uma política pública efetiva para a população em situação de rua. Não podemos tratar essa questão apenas de forma pontual. É preciso entender cada realidade, oferecer acolhimento, atendimento e caminhos para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas”, afirmou.
Para Ronilço, a apresentação dos dados da Assistência Social é importante justamente para que o Legislativo possa acompanhar os resultados das políticas públicas e identificar onde estão os principais gargalos. O vereador defendeu que o diálogo entre Câmara e Executivo continue sendo utilizado para transformar as demandas apresentadas pela população em ações concretas.
“Quando recebemos esses números, conseguimos enxergar onde estão os problemas e cobrar soluções. Nosso papel é ouvir a população, conversar com quem está na gestão e fiscalizar para que as políticas públicas realmente cheguem a quem precisa”, concluiu.
A reunião ocorreu durante a apresentação do relatório do segundo trimestre da Secretaria Municipal de Assistência Social. Além das políticas para idosos, o encontro também abordou ações de acolhimento e assistência a usuários de drogas.