Durante prestação de contas da Prefeitura, Ronilço cobra qualidade do asfalto e previsibilidade na operação tapa-buracos

A qualidade dos reparos no asfalto e a falta de previsibilidade dos serviços de zeladoria foram os principais pontos levantados pelo vereador Ronilço Guerreiro durante a prestação de contas do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, que participou de sabatina durante a sessão ordinária desta terça-feira, na Câmara Municipal. Guerreiro questionou a durabilidade dos serviços de tapa-buracos e cobrou explicações sobre a atuação da estrutura responsável pela limpeza e manutenção dos espaços públicos, especialmente nos bairros.

Ao se dirigir ao secretário, Ronilço afirmou que, embora as explicações apresentadas pela pasta sejam importantes, a população espera resultados concretos. Segundo ele, a recorrência de buracos em vias que receberam reparos em um curto intervalo de tempo levanta dúvidas sobre a qualidade do serviço e a aplicação dos recursos públicos.

“Campo Grande precisa de carinho, de cuidado. O que o senhor está falando a gente precisa ver na prática. A sociedade quer capricho, quer cuidado. Eu acredito que o senhor e sua família já caíram em vários buracos aqui em Campo Grande e já soltaram aquele palavrão que ninguém aguenta mais”, afirmou o vereador.

Ronilço questionou por que trechos recuperados voltam a apresentar problemas poucas semanas depois da intervenção. Para ele, a situação exige esclarecimentos sobre os materiais utilizados, os procedimentos de execução e os mecanismos de fiscalização dos contratos.

“Está secando o gelo. O dinheiro do tapa-buraco está indo embora. Se tem poucos recursos, então não tem qualidade no atendimento ao asfalto de Campo Grande? É inadmissível fazer um trabalho hoje e, daqui a duas semanas, a rua estar toda esburacada de novo”, questionou.

Outro ponto abordado foi a organização dos serviços de zeladoria urbana. O vereador perguntou por que a estrutura da SOLURB, responsável pela limpeza e manutenção da cidade, não está atendendo diretamente às demandas da periferia, como ocorria em gestões anteriores.

Ronilço também criticou o fluxo de solicitações para a execução de serviços. Segundo ele, pedidos que antes poderiam ser encaminhados diretamente aos responsáveis passaram a depender de abertura de demanda na Secretaria de Obras, emissão de ordem de serviço e posterior encaminhamento à empresa responsável. O parlamentar cobrou esclarecimentos sobre a eficiência desse procedimento e sua capacidade de responder às necessidades dos bairros.

Planejamento

Na avaliação de Guerreiro, os serviços básicos precisam ter planejamento e regularidade para evitar que os problemas se acumulem. Ele citou, além da recuperação do asfalto e da limpeza urbana, a manutenção da iluminação pública, a pintura de meios-fios e a conservação da sinalização viária.

“Quando você anda nas feiras, todos reclamam e eu estou diariamente nas feiras, falando com a população. As pessoas querem ser atendidas no arroz com feijão, ou seja, com o básico: cuidado com o tapa-buraco, cuidado com a iluminação, cuidado com a pintura do meio-fio e com a sinalização. Tenho certeza de que o cidadão quer isso para uma cidade melhor”, declarou.