Com apoio de Ronilço Guerreiro, Seminário debate direitos e atendimento a pessoas com fibromialgia em Campo Grande

A discussão sobre os desafios enfrentados por pessoas com fibromialgia ganhou espaço na Câmara Municipal de Campo Grande nesta quarta-feira (27), durante o 1º Seminário Municipal de Fibromialgia. O encontro foi articulado após demandas levadas ao gabinete do vereador Ronilço Guerreiro por pacientes e representantes da associação de fibromiálgicos da Capital, que relataram dificuldades para obter diagnóstico, tratamento especializado e acesso a direitos garantidos por lei.

Autor de legislações voltadas ao atendimento prioritário e ao reconhecimento legal das pessoas com fibromialgia no município, Guerreiro defendeu que o debate público é necessário para ampliar a conscientização sobre uma condição ainda cercada de desinformação e preconceito. Segundo o vereador, muitas das reclamações chegaram por meio das ações itinerantes realizadas nos bairros e dos canais de atendimento mantidos pelo gabinete.

“O seminário surge justamente dessa escuta da população. Muitas pessoas convivem com dores constantes, enfrentam dificuldades no atendimento e ainda precisam lidar com a falta de compreensão sobre a doença. O objetivo é levar informação e mostrar que existem direitos e caminhos de atendimento”, afirmou.

O seminário reuniu pacientes, profissionais da saúde, advogados, fisioterapeutas e representantes do poder público para discutir diagnóstico precoce, acolhimento e políticas públicas. Durante os debates, especialistas alertaram para o impacto social da síndrome, especialmente entre mulheres. O neurocirurgião César Nicollati afirmou que a fibromialgia atinge cerca de 5% da população brasileira e que entre 70% e 90% dos casos são registrados em mulheres. Segundo ele, a falta de diagnóstico adequado ainda é um dos principais obstáculos enfrentados pelos pacientes.

Entre as medidas já aprovadas na Capital estão a Lei nº 6.702/2021, que garante atendimento prioritário para pessoas com fibromialgia em estabelecimentos públicos e privados, além do acesso a vagas preferenciais, e a Lei nº 7.311/2024, que reconhece pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência para todos os fins legais no município.

A fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dores generalizadas, fadiga intensa, alterações do sono e sensibilidade elevada à dor. Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida, especialistas apontam que o tratamento multidisciplinar e o diagnóstico precoce ajudam a reduzir os impactos da síndrome na qualidade de vida dos pacientes.