A ocorrência de chuvas intensas nos últimos dias em Campo Grande reforça a necessidade de planejamento e manutenção preventiva da infraestrutura urbana. O vereador Ronilço Guerreiro ressalta que embora não seja possível prever com precisão a intensidade de um temporal ou evitar todos os danos provocados por um evento climático extremo, como aconteceu na última semana na Capital, o município pode adotar medidas permanentes para reduzir riscos e melhorar a capacidade de resposta.
Guerreiro chama atenção especialmente para a importância da zeladoria urbana antes do período de maior ocorrência de chuvas. Limpeza e manutenção de bocas de lobo e galerias, conservação de vias, poda preventiva de árvores, identificação de áreas sujeitas a alagamentos e acompanhamento dos pontos considerados críticos estão entre as ações que, na avaliação do vereador, devem fazer parte de uma rotina de prevenção.
A discussão ganha relevância diante das projeções climáticas para Mato Grosso do Sul. O Painel El Niño 2026-2027, elaborado por órgãos como INPE, INMET e Cemaden, aponta a influência do fenômeno sobre as condições climáticas e reforça a necessidade de monitoramento e preparação para possíveis impactos.
“Não temos como prever exatamente onde vai acontecer uma chuva muito forte ou qual será a dimensão dos estragos, mas podemos trabalhar na prevenção. Uma cidade preparada consegue reduzir os riscos e responder mais rapidamente quando uma situação como essa acontece”, afirma Ronilço.
O vereador também defende que a zeladoria seja planejada de forma regionalizada, permitindo que as equipes municipais acompanhem de maneira mais próxima os problemas de cada área. A identificação antecipada de pontos de alagamento, ruas com problemas de drenagem, árvores que oferecem risco e locais onde o acúmulo de resíduos pode comprometer o escoamento da água pode contribuir para diminuir os impactos durante períodos de chuva.
Para Guerreiro, a prevenção deve envolver diferentes áreas da administração pública e órgãos responsáveis pela infraestrutura e atendimento à população. Além da manutenção cotidiana, ele considera importante estabelecer protocolos para situações de emergência, com definição das áreas prioritárias, equipes mobilizadas e canais eficientes para receber e encaminhar as demandas dos moradores.
A preocupação com a zeladoria também está relacionada ao crescimento da cidade. Quanto maior a ocupação urbana, maior a necessidade de acompanhar a capacidade de drenagem, conservação das vias e manutenção dos espaços públicos. Nesse contexto, a proposta defendida pelo vereador é que ações preventivas sejam incorporadas ao planejamento municipal, independentemente da ocorrência de temporais.
A ideia, segundo Guerreiro, não é atribuir à manutenção urbana a capacidade de impedir fenômenos naturais, mas reduzir vulnerabilidades. “A preparação antecipada pode ajudar a evitar que problemas já conhecidos sejam agravados durante períodos de chuva e permitir que o poder público concentre esforços nos locais que apresentem maior risco”, reforçou.