Ronilço Guerreiro cobra atendimento e defende que população não fique restrita ao horário reduzido da Prefeitura

O vereador Ronilço Guerreiro cobrou, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal desta quinta-feira, que a Prefeitura de Campo Grande reforce o atendimento em período integral à população. Para Guerreiro, embora o município apresente economia com a redução do expediente nas repartições públicas, o cidadão não pode ser prejudicado pela medida.
 
A cobrança ocorre após a Prefeitura informar à Justiça que economizou com despesas de água, energia elétrica e combustível no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados fazem parte da defesa do município em uma ação popular que questiona o decreto de contenção de gastos e a redução do horário de funcionamento dos órgãos públicos, atualmente das 7h30 às 13h30.
 
Segundo Ronilço Guerreiro, a responsabilidade da administração pública é encontrar alternativas para equilibrar as contas sem comprometer o acesso da população aos serviços essenciais. O vereador destacou que muitos trabalhadores não conseguem comparecer às repartições durante a manhã e acabam ficando sem atendimento.
 
“É importante que a Prefeitura tenha responsabilidade com os recursos públicos, mas não podemos aceitar que a população fique refém de um único período para resolver suas demandas. Quem trabalha durante a manhã encontra dificuldade para acessar serviços básicos, e isso precisa ser revisto”, afirmou.
 
Guerreiro defendeu que as secretarias municipais mantenham equipes em regime de plantão ou escalas que garantam atendimento também no período da tarde, especialmente em setores de maior procura. Para ele, a própria sede da Prefeitura deve funcionar em horário ampliado para assegurar que o cidadão tenha acesso aos serviços públicos sem prejuízos.
 
Ronilço ressaltou que a busca por economia é legítima, mas precisa caminhar ao lado da eficiência e da qualidade do atendimento. “É inadmissível uma cidade funcionar meio período. A administração deve encontrar soluções que preservem as finanças do município sem retirar da população o direito de ser atendida. O serviço público existe para atender as pessoas, e não o contrário”, concluiu.