Após intervenção no Consórcio Guaicurus, Ronilço Guerreiro cobra transporte de qualidade e propõe discussão sobre VLT na Capital

A decisão da Prefeitura de Campo Grande de decretar intervenção no Consórcio Guaicurus reacendeu o debate sobre o futuro do transporte coletivo na Capital. Após o anúncio da medida, feito nesta terça-feira em publicação no Diário Oficial,  o vereador Ronilço Guerreiro defendeu que o município aproveite o momento para discutir novos modelos de mobilidade urbana e ampliar as alternativas oferecidas à população.

Para ele, a principal preocupação deve ser a qualidade do serviço prestado aos usuários, que há anos reclamam de atrasos, superlotação, falta de conforto e problemas operacionais no sistema. Segundo Guerreiro, a intervenção pode representar uma oportunidade para repensar o transporte público da cidade.

“O que queremos é que a população tenha um transporte de qualidade, com pontualidade, conforto e respeito ao usuário. Nós não estávamos vendo isso em Campo Grande. Digo mais: não podemos ser reféns do Consórcio Guaicurus”, afirmou Ronilço.

Além de defender melhorias imediatas no sistema atual, o vereador sugeriu que a Capital avance na discussão de novos modais de transporte capazes de complementar ou até transformar a mobilidade urbana. Entre as alternativas citadas está a implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modelo adotado em diversas cidades brasileiras e internacionais.

“Precisamos pensar além do atual modelo que temos. Campo Grande precisa discutir outras alternativas de transporte e planejar o futuro da mobilidade urbana. É um debate que precisa envolver especialistas, poder público e a população”, destacou.

A intervenção anunciada pela prefeita Adriane Lopes terá prazo de até 180 dias e foi recomendada por uma comissão especial criada para avaliar a situação do transporte coletivo na Capital. O objetivo é apurar a execução do contrato e buscar soluções para os problemas enfrentados diariamente pelos usuários.

Ronilço lembrou que a discussão sobre mobilidade vai além da gestão de uma concessionária e envolve planejamento urbano, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. Segundo ele, qualquer medida adotada deve priorizar quem utiliza o transporte público todos os dias para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.

“O transporte coletivo precisa voltar a ser uma opção eficiente para a população. Quando o serviço funciona bem, melhora a mobilidade, reduz o trânsito e garante mais qualidade de vida para quem depende dele”, afirmou.