Mesmo após manutenção do veto do Executivo ao projeto que criava o Horto Florestal da Região Norte, o vereador Ronilço Guerreiro afirmou que irá reapresentar a proposta em um novo formato, após negociações e construção conjunta com a prefeitura e parceiros envolvidos. O veto foi mantido durante a sessão da Câmara Municipal sob justificativa de vícios formais, inconsistências relacionadas à legislação ambiental e dificuldades orçamentárias.
A proposta previa transformar uma área verde com lagoa, próxima à UCDB e ao Jardim Seminário, em um espaço voltado à preservação ambiental, educação, lazer e convivência comunitária. O projeto havia sido aprovado pelos vereadores em março, mas acabou barrado pelo Executivo antes da sanção.
Durante a discussão em plenário, Guerreiro votou pela derrubada do veto e afirmou que a intenção é ajustar o texto para viabilizar a implantação do espaço sem que a proposta fique paralisada. “Vou reapresentar o projeto em um novo formato. Já estamos negociando e buscando parcerias. Não vou abrir mão desse projeto”, afirmou o vereador. Segundo ele, a iniciativa nasceu a partir de estudos técnicos, audiências públicas e demandas apresentadas pela população da região norte da Capital.
O parlamentar destacou ainda que o projeto foi construído coletivamente e que a proposta não deve ser abandonada após o veto. “Não adianta derrubar o veto e o projeto ficar parado, por isso vamos buscar uma forma de tirá-lo do papel. Esse projeto não saiu da minha cabeça. É fruto de estudo, da demanda das pessoas da região e das discussões que fizemos em audiência pública”, disse.
O texto original previa a criação de uma unidade de conservação de uso sustentável, com ações de recuperação de áreas degradadas, proteção da lagoa e das Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de programas de educação ambiental em parceria com instituições de ensino, como a Universidade Católica Dom Bosco.
Entre as medidas previstas estavam o plantio de espécies nativas do Cerrado, implantação de banco de mudas, monitoramento ambiental e criação de espaços de convivência para a população. A proposta também dialogava com debates recentes sobre sustentabilidade urbana e preservação ambiental em Campo Grande.