O vereador Ronilço Guerreiro votou contra o projeto de lei apresentado pelo Executivo Municipal que previa a adoção de um modelo de gestão terceirizada por meio de Organização da Sociedade Civil (OSC) na saúde pública de Campo Grande. A proposta foi rejeitada na sessão ordinária desta terça-feira (5), na Câmara Municipal, com 17 votos contrários e 11 favoráveis.
O projeto autorizava a implementação de um modelo piloto de gestão administrativa em parceria com OSCs nos Centros Regionais de Saúde dos bairros Aero Rancho e Tiradentes. A justificativa da prefeitura era testar, por um período de um ano, alternativas para aprimorar a gestão das unidades. Durante a sessão, profissionais da saúde lotaram o plenário e se manifestaram contra a proposta.
Antes da votação, alguns parlamentares chegaram a apresentar emendas ao texto, com o objetivo de viabilizar a aprovação do projeto. Ainda assim, a maioria dos vereadores optou pela rejeição integral da proposta.
Guerreiro justificou o voto contrário com base em conversas com servidores da rede municipal. “Votei tranquilo contra a terceirização da saúde na Capital. Eu acredito que decisões que impactam diretamente a vida das pessoas precisam ser tomadas com responsabilidade, diálogo e ouvindo quem está na linha de frente. Antes dessa votação, conversei com servidores e profissionais da saúde que vivem diariamente os desafios da nossa rede pública”, afirmou.
O vereador também reforçou que seguirá acompanhando a situação da saúde na Capital. “Meu voto foi contrário ao projeto de gestão por OSCs, mas meu compromisso continua. Vou seguir cobrando atendimento mais rápido e humanizado, redução das filas, abastecimento de medicamentos nas unidades de saúde e fiscalização firme na aplicação de cada recurso público. Saúde pública não pode ser tratada como experimento. Saúde exige presença, coragem e compromisso com as pessoas”, completou.
Com a rejeição no plenário da Câmara, o projeto será arquivado.